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Cinco dicas sobre surdez na infância

surdez na infância
Luciana Garolla
Escrito por Luciana Garolla

Cinco dicas sobre surdez na infância

Surdez na infância: A maioria de nós acredita que basta iniciar o uso de aparelhos auditivos para que se restabeleça todas as funções auditivas e se passe a ouvir normalmente. Infelizmente, não é essa  a realidade e por isso a importância de se conhecer as limitações impostas pela surdez na infância. 

1. O aparelho auditivo não restabelece a audição normal 

O ouvido humano é incrivelmente complexo. Perto dele, o sistema ocular é muito simples. O ouvido conta com mais de 25.000 pequenas células ciliadas capazes de nos fazer escutar sons que vão de 20 a 20.000 hertz. Já um aparelho auditivo geralmente possui até 24 canais, capazes de fornecer aumento de som até no máximo 12.000 hertz.  É só fazer as contas. Infelizmente, a crença de que os aparelhos auditivos restauram a audição normal pode levar a acusações errôneas de audição seletiva ou preguiça da  criança com perda auditiva em responder.

Além disso o microfone dos aparelhos permite amplificação apenas dos sons que estão próximos a ele, mais ou menos 1 metro de distância. Então, não espere que seu filho te ouça quando estiver distante ou em lugares com muito ruído. Existe tecnologia para melhorar a escuta nesses ambientes, mas entenda que os aparelhos auditivos por si só têm várias limitações. 

2. Perda auditiva-neurossensorial significa permanente 

Especialmente quando a deficiência auditiva é descoberta em bebês,  alguns pais mantém a esperança de os ouvidos ainda estejam se desenvolvendo,  e a perda de audição desapareça. Mas se a perda auditiva for do tipo neurossensorial, ela será permanente. O ouvido interno é totalmente formado até a 26 semana de gestação e os bebês nascem com a audição totalmente desenvolvida. Embora a perda auditiva neurossensorial não melhore, você irá entender que a deficiência auditiva de seu filho não é uma falha, mas sim  parte de quem ele é e você o amará ainda mais por isso! 

3. Confiança frente a surdez é fundamental

Logo após o  início do uso dos aparelhos auditivos,  é possível que você não se sinta tão confortável em colocar os aparelhos em seu filho. Até porque  são eles que evidenciam o problema e sem os aparelhos ninguém saberá da deficiência auditiva da sua criança.  Mas com o passar do tempo, você irá perceber que os aparelhos auditivos são seus maiores aliados pois eles permitem que seu filho se desenvolva como qualquer outra criança.  E mais: são eles que permitem que ele ouça a sua voz! Então celebre-os. Use e abuse das cores, enfeites e adesivos. Seu filho terá tão orgulho de seus aparelhos auditivos quanto você demonstrar, por isso passe confiança e o ensine a amar essas pecinhas tão fundamentais. 

4. Ouvir alguns sons não significa que ele ouça todos

As perdas auditivas diferem muito em tipo e grau e mesmo que seu filho tenha uma perda considerada leve ou moderada, onde ele pode ouvir determinados sons sem o uso de aparelhos , isso não significa que ele esteja ouvindo tudo o que precisa.  Infelizmente a ideia de que ele “escuta quando ele quer” pode atrasar muito o diagnóstico e fazer com suas necessidades auditivas sejam negligenciadas.  Sim, seu filho pode te ouvir quando você fala mais alto, mas isso não significa que ele ouça o suficiente para entender o que você disser depois. 

5. A surdez na criança e no adulto são bem diferentes

Os adultos têm toda uma experiência de vida de som e sabem  o que esperar quando começam a usar aparelhos auditivos. Já as crianças não. Elas terão que aprender tudo do zero. Terão que aprender a ouvir e a falar, com uma série de altos e baixos nesse processo. Enquanto alguns adultos podem até optar por não usar aparelhos auditivos, mesmo quando eles são extremamente necessários, para crianças com perda auditiva, eles são indispensáveis, seja qual for a opção para reabilitação – visando o desenvolvimento da fala ou não.  

E, é claro, se seu filho usa aparelhos auditivos você precisa ter certeza de que estes aparelhos estão tornando a fala audível para ele através do Mapeamento de Fala.  Só essa avaliação determina se os aparelhos estão proporcionando acesso a esses sons, considerando a perda de audição e idade da sua criança. Saiba mais sobre este teste aqui. 

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