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Ana Laura Queiroz: Eu fiz o Mapeamento de Fala

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Luciana Garolla
Escrito por Luciana Garolla

 

Eu fiz o Mapeamento de Fala 

Como eu estava ficando e o que aconteceu comigo após o Mapeamento da Fala. 

Relato de Ana Laura Queiroz, 65 anos e usuária de aparelhos auditivos há mais de 25 anos. 

Tenho 65 anos. Uso aparelho auditivo desde os 38 anos no ouvido direito. Há pouco tempo percebi que mesmo com esse aparelho não ouvia mais. 

Fui até a Áudio Paulista (*parceira do IVA para realização do Mapeamento de Fala na cidade de São Paulo), lugar da minha confiança onde sou cliente para fazer nova audiometria e verificar o que estava acontecendo. Lembrando que antes passei pelo Otorrino para verificar a parte médica do ouvido. Após essa avaliação médica me dirijo à fonoaudióloga para fazer os testes de audiometria e a partir daí comprar um aparelho auditivo. Para minha surpresa a fono constatou pelos exames que meu ouvido esquerdo teve uma queda significativa e esse era o motivo da audição ficar deficitária novamente. Solicitei a compra de novos aparelhos agora nos dois ouvidos. 

Como eu estava antes de colocar e mapear os dois aparelhos: 

Percebi nesse período longo da utilização de um aparelho que eu ficava muito irritada com facilidade, algumas vezes recuei em conversas com amigos ou familiares, fui ficando quieta, sem vontade de conversar por não entender a maior parte das palavras que as pessoas diziam. Dava respostas equivocadas às pessoas e muitas vezes achava que elas riam de mim, mas não diziam o porquê provocando um sentimento de incapacidade e tristeza. Depois descobri que elas não riam de maldade, mas por compreender que eu não havia entendido o que diziam, elas sorriam para mim. Mas minha compreensão deturpada da fala dos outros me deixava insegura e desconfiada. Outro fator que me deixou insegura é que eu não dimensionava a altura de minha voz. Não sabia se estava falando muito alto ou baixo. Fiquei como uma ostra (embutida), e falava tão baixo que as pessoas quase não me ouviam. Sentimentos esses destrutivos e que corroem nossa alma. Esses motivos para mim são dos mais importantes e que me motivaram a manter diariamente o esforço necessário para que eu tivesse uma qualidade boa de vida e que eu pudesse me relacionar com as pessoas naturalmente. 

 

Após colocar os novos aparelhos auditivos, vem o momento dos ajustes. 

Esse é um período de paciência e acreditar no lugar onde você escolheu para ser seu parceiro de boa qualidade de vida auditiva é crucial.  Um dia fui fazer alguns ajustes e tive a felicidade e boa sorte de conhecer lá na Áudio Paulista a Dra. Luciana Garolla, fonoaudióloga responsável pelos atendimentos do Mapeamento de Fala, avaliação que mostra em tempo real como os sons da fala são amplificados pelo aparelho auditivo, diretamente na orelha do paciente.  

Foi uma felicidade imensa participar dessa avaliação, desse mapeamento. Imediatamente pude ouvir minha voz na altura normal de uma fala.  Ela eliminou alguns ruídos que me incomodavam como chiados. A partir do Mapeamento minha audição ficou mais clara, as vozes humanas ficaram audíveis e para mim o som da TV? Há! Nem se fala! Hoje assisto a filmes e documentários com a certeza de que não estou incomodando nenhum vizinho.  

Usar os aparelhos auditivos e fazer o Mapeamento mudou minha vida interna. Voltei a ficar mais segura e confiante, fiquei mais calma e posso trabalhar com alegria transmitindo aos meus clientes também a confiança de quem sabe o que está fazendo.   

Agradeço a empresa que me atende com presteza sempre, e a Dra. Luciana pessoa que se tornou parte da minha vida em apenas algumas horas após resolver problemas que antes não tínhamos como solucionar. Esse depoimento é verdadeiro e, não faço aqui propagandas. Na minha profissão o essencial é saber ouvir e hoje após todo esse tratamento e meu esforço em me ajustar aos aparelhos digo a todos que vale muito mesmo cada dia ouvir o que as pessoas têm a me dizer. 

 

Ana Laura de Queiroz Campos 

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